6 benefícios da introdução alimentar participativa

Você já ouviu falar dos benefícios da introdução alimentar participativa? Essa abordagem segue a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) de que a vontade da criança deve ser respeitada na alimentação complementar.

Isso quer dizer que, a partir dos 6 meses, os bebês já devem ser responsáveis por quanto e quando comer.

A introdução alimentar participativa também defende a ideia de que pais e cuidadores não forcem a criança a comer o que não quer ou a “raspar o prato”.

Saiba mais sobre como essa abordagem funciona e os benefícios da introdução alimentar participativa! 

O que é introdução alimentar participativa?

A introdução alimentar participativa é um método que coloca a criança como protagonista do processo de criar sua própria relação com a comida. Ele surgiu a partir da junção de duas abordagens:

  • Método tradicional: alimentos amassados são oferecidos ao bebê com uma colher, ou seja, sempre com intermediação dos pais ou cuidadores;
  • Método Baby Led Weaning (BLW) ou “Desmame guiado pelo bebê”: a criança é encorajada a pegar os alimentos em pedaços com as mãos e levá-los à boca.

Dessa forma, a introdução alimentar participativa estimula a manipulação dos alimentos e a autonomia dos pequenos.

Ao mesmo tempo, não exclui a possibilidade de os pais mediarem as refeições e oferecerem alimentos amassados.

Embora estejam descobrindo uma nova forma de se nutrir, é importante reforçar que o leite materno (ou fórmula infantil) continua sendo a principal fonte alimentar dos bebês até os 2 anos.

Conheça os 6 benefícios da introdução alimentar participativa

os benefícios da introdução alimentar participativa se refletem para a vida toda

Descubra como o método participativo pode contribuir para o desenvolvimento do seu filho e para um futuro mais saudável:

1. Flexibilidade e maior segurança para os pais

Apesar de o método BLW oferecer vantagens para o desenvolvimento do bebê, nem sempre os pais se sentem totalmente seguros para adotá-lo.

Muitos ficam com receio de a criança não estar se alimentando de forma adequada ou têm dificuldade para lidar com a sujeira durante as refeições. Fora de casa, fica ainda mais complicado acomodar o bebê para que ele possa explorar os alimentos.

Ou seja, você pode tanto oferecer os alimentos em pedaços quanto amassados. A escolha depende de cada momento.

Assim, um dos benefícios da introdução alimentar participativa é a maior flexibilidade e segurança para quem cuida da alimentação dos pequenos, pois não deixa de considerar a rotina de cada família.

2. Participação ativa do bebê no processo

O próprio nome do método deixa claro que a criança deve participar ativamente das refeições, ainda que algumas delas sejam administradas pelos pais ou cuidadores.

Portanto, o adulto exerce apenas o papel de mediador da alimentação. Não está ali para impor nenhuma regra.

Dessa forma, os bebês vão criando independência durante as refeições e mostrando, aos poucos, o que mais gostam de comer.

Se o seu filho não aceitar um alimento novo numa primeira vez, não insista.

Em vez disso, tente cortá-lo em outro formato ou prepará-lo de uma maneira diferente. Geralmente, um novo alimento precisa ser exposto de 8 a 10 vezes até ser aceito pela criança.

3. Respeito à individualidade e ao processo de adaptação

Um dos grandes benefícios da introdução alimentar participativa é o respeito às preferências e também ao tempo de cada bebê.

Quando não são forçados a experimentar nada, comer quando não estão com fome ou “raspar o prato”, as crianças se tornam mais abertas a provar os alimentos.

Isso porque elas sabem que, caso não tenham interesse por algum deles, podem recusá-lo. 

Às vezes, esse interesse pode ser despertado por meio de um formato novo (tiras em vez de cubinhos, por exemplo), de outro tempero ou forma de preparo.

Mais do que saciar a fome, as comidinhas vêm acompanhadas de sabores, cores, aromas e texturas que provocam sensações inusitadas nos pequenos. E, portanto, devem ser exploradas.

Sendo assim, não apresse o seu filho para terminar a refeição. Deixe que ele pegue os alimentos, se divirta e fique sentado comendo até se sentir satisfeito.

4. Estímulo à autonomia da criança

A autonomia é essencial para a construção de uma boa relação com a comida. E a introdução alimentar participativa estimula bastante essa capacidade.

Um exemplo disso é a ausência de horários rígidos para as refeições. Isso porque eles prejudicam a capacidade de a criança identificar os sinais de fome e de saciedade.

O que também pode atrapalhar esses sinais de autorregulação é o uso de truques para fazer a criança comer mais ou “esconder” alimentos pelos quais ela ainda não se interessou.

No método participativo, o bebê tem liberdade para escolher o que e o quanto comer durante as refeições. E isso só contribui para o desenvolvimento da autonomia na infância.

5. Aprendizado sensório-motor

Na fase de introdução alimentar, as crianças estão aprendendo a interagir com o mundo. Também estão reconhecendo o próprio corpo e os objetos.

Não é à toa que os bebês colocam tudo na boca ou jogam as coisas no chão.

É experimentando que eles entendem o que está ao redor, além do que acontece quando fazem determinado movimento.

Ao estimular que as crianças peguem os alimentos com a mão e comam sozinhas, o método participativo contribui para o aprendizado sensório-motor.

Por meio de várias tentativas e erros, elas vão ajustando os movimentos para adquirir as habilidades que precisam para se alimentar.

6. Desenvolvimento de bons hábitos alimentares

Além de um complemento para as necessidades nutricionais dos bebês, a introdução alimentar é a fase em que os hábitos alimentares começaram a ser criados.

Graças à autonomia e aos estímulos oferecidos pelo método participativo, as crianças tendem a aceitar melhor os novos alimentos, a ter mais interesse pela comida e a se tornar menos seletivas no futuro.

É claro que cada uma tem suas preferências.

No entanto, aprendem desde o começo da vida a se abrir para os diversos sabores, texturas, cores e aromas.

Esses aspectos se refletem na saúde dos pequenos. Ainda, ajudam a evitar o desenvolvimento de problemas ligados aos maus hábitos alimentares, como obesidade, diabetes e hipertensão.

Apesar de termos apresentado aqui os benefícios da introdução alimentar participativa, saiba que a escolha da melhor abordagem cabe aos pais. Como cada família tem uma dinâmica diferente, vale a pena avaliar as vantagens e os desafios de cada método de introdução alimentar.

Portanto, conte com aquele que atenda às necessidades do seu filho e traga segurança para você e as demais pessoas que cuidam dele!

Além de segurança, você precisa de mais praticidade para alimentar seu filho com comidinhas gostosas e nutritivas? Conheça os planos da Jornada Mima e as soluções alimentares que acompanham as refeições!

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