O que oferecer aos bebês no início da introdução alimentar?

O início da introdução alimentar é a fase em que as mamães e papais se sentem mais inseguros em relação ao que pode e o que não pode ser oferecido aos bebês.

Nada mais natural, não é?

Até então, toda nutrição da criança vinha do leite materno (ou fórmula). A partir dos 6 meses, começa a ser complementada por outros alimentos.

Com isso, surgem as dúvidas: quais são os alimentos mais indicados, como oferecê-lo, quanto de comida a criança deve comer, entre outras.

Se você precisa de ajuda para se preparar ou para lidar com as dificuldades dos primeiros meses, continue com a gente!

Por que o início da introdução alimentar costuma ser tão desafiador?

O cuidado com os bebês vem acompanhado de aprendizados diários. Tanto para eles quanto para os pais, tudo é novidade.

Conforme a alimentação infantil passou a receber mais atenção, houve uma mudança na percepção sobre o papel da introdução alimentar no desenvolvimento dos pequenos.

Esse é um dos motivos pelo qual as papinhas — aquelas comidinhas batidas no liquidificador e peneiradas — não são mais recomendadas hoje.

Além de terem menos nutrientes e fibras, elas não estimulam a mastigação e o desenvolvimento motor. Ainda, a consistência líquida faz com que a criança tenha dificuldade de aceitar sólidos no futuro.

Mesmo sem os dentinhos, os bebês conseguem “cortar” a maioria dos alimentos sólidos com a gengiva.

A partir do contato com os alimentos em seu estado natural, eles vão conhecendo as características de cada um deles. Mas nem sempre aceitam todos de primeira.

Isso requer paciência por parte de quem cuida e até uma pitada de criatividade para oferecer os alimentos de jeitos diferentes, o que pode ser desafiador.

Quando falamos dos desafios, nossa intenção não é assustar ninguém. Pelo contrário, o que a gente quer é te deixar um pouquinho mais tranquila para lidar com essa fase.

5 orientações práticas para o início da introdução alimentar

Confira abaixo as dicas que selecionamos para compartilhar com você:

1. Saber quais alimentos oferecer e quais evitar

oferecer os 5 grupos alimentares é fundamental no início da introdução alimentar

O Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos, criado pelo Ministério da Saúde, é um material de referência sobre alimentação na primeira infância.

Segundo ele, durante os primeiros anos de vida, as crianças devem se alimentar daquilo que a natureza nos dá: frutas, verduras, legumes, proteínas, cereais, leguminosas.

A recomendação é de que as grandes refeições (almoço e jantar) tenham os 5 grupos alimentares, que incluem as categorias de alimentos que não podem faltar no cardápio do bebê.

Isso vale para todas as fases da introdução alimentar.

Até completarem o primeiro aninho, os bebês não devem ingerir sal nem sucos de frutas (mesmo sem açúcar). E, até os 2 anos, também não devem comer alimentos como mel, açúcar, frituras, pipoca, refrigerante e outros industrializados.

2. Amassar os alimentos com o garfo

No início da introdução alimentar, a recomendação é oferecer os alimentos amassados com o garfo, depois de cozidos, ou raspadinhos. Você pode fazer isso com os legumes, verduras e leguminosas.

Eles devem ficar numa consistência de purê grosso, que não escorre da colher, para que o bebê tenha o trabalho de mastigar a comida.

Além da mastigação, isso contribui para a desenvolvimento da face, dos ossos da cabeça e da respiração adequada.

Segundo o Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos, vegetais crus também podem ser oferecidos após a higienização, desde que tenham a consistência adequada para a criança.

Mesmo ralados, como no caso da beterraba e da cenoura, os mais novinhos podem ter dificuldade de mastigá-los por serem duros. 

No caso das carnes, elas podem ser servidas bem desfiadinhas nos primeiros meses.

Portanto, a ideia é seguir uma transição gradual do leite materno (ou fórmula) para os alimentos amassados ou em pedaços, até chegar à aceitação da mesma consistência da comida da família.

3. Oferecer pedaços para a criança pegar com a mão

Outra maneira de apresentar os alimentos no início da introdução alimentar é em cortes que a criança consiga pegar com a mão.

Para isso, precisam estar em pedaços maiores e não muito cozidos. Dessa forma, os bebês conseguem pegá-los usando a mão toda — no início, ainda não fazem o movimento de pinça.

Além de colocar as crianças em contato com a textura dos alimentos, estimula a autonomia durante as refeições.

A criança pode escolher a apresentação com a qual se sente mais confortável. Ao mesmo tempo, permite que os pais também escolham a forma mais adequada para cada momento.

4. Respeitar a individualidade da criança

O Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos recomenda começar o primeiro mês de introdução alimentar, aos 6 meses, da seguinte forma:

  • almoço com os 5 grupos alimentares;
  • e uma fruta no lanche da manhã e da tarde.

Nas demais refeições, a criança deve receber o leite materno (ou fórmula infantil), que continua sendo o principal alimento até completarem 1 ano, responsável pela nutrição e pela prevenção de doenças na vida adulta.

Entre os 7 e 8 meses, você pode começar a oferecer a mesma comidinha do almoço no jantar, mantendo as frutas nos lanches e o leite materno ou fórmula nas outras refeições — ou sempre que a criança quiser.

E o quanto de comida oferecer?

Para você ter uma ideia, a quantidade aproximada que um bebês de 6 meses come no almoço é de 2 a 3 colheres de sopa no total. Aos 7 e 8 meses, essa quantidade pode passar para 3 ou 4 colheres de sopa no total.

No entanto, saiba que não são regras, apenas referências. Enquanto algumas crianças comem mais, outras comem menos.

Quando se trata de quantidade de refeições ou de comida em cada uma delas, o mais importante é respeitar a individualidade do seu filho.

5. Não desistir de oferecer novos alimentos

Já comentamos aqui que os bebês podem não aceitar novos alimentos logo de cara. Mas isso não quer dizer que eles vão se recusar a experimentá-los todas as vezes.

Uma dica para melhorar a aceitação é variar os cortes, temperos e formas de preparo.

Assim, você vai oferecendo diferentes jeitos de o seu filho explorar os alimentos e percebendo como ele mais gosta de comer.

Além de não desistir de oferecer determinados alimentos, não force a criança a comer o que ela não quer. É preciso lembrar da importância que a introdução alimentar tem para o desenvolvimento de uma boa relação com a comida.

Mas a gente sabe que ter toda essa disposição diariamente não é fácil.

Se você precisa de uma solução prática, te convidamos para conhecer a Jornada Mima, que oferece refeições nutritivas, com mais de 100 alimentos diferentes, e traz mais leveza para o cuidado com a alimentação na primeira infância.

Esperamos que as recomendações deste artigo ajudem você a lidar com o início da introdução alimentar com mais tranquilidade e segurança.

Ficou com vontade de se aprofundar no assunto? Faça o download gratuito do Guia Mima de Introdução Alimentar!

compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Carrinho de compras
×

Jornada Mima

×